| ::07/07/2010
Isner
vs Mahut: Exemplo de garra aos tenistas
A principio, havia preparado outra coluna aos leitores, porém
após o jogo do Isner VS Mahut, gerou uma conversa com um
dos meus tenistas sobre estilo de jogo e atitude dentro e fora da
quadra, onde acredito que seja um excelente gancho para esse tema.

Gosto de conversar com os tenistas após os jogos, enquanto
os sentimentos de uma vitoria e principalmente de uma derrota estão
mais aflorados. Constantemente escutamos desculpas como:
? Joguei com um baloeiro e o cara devolve tudo
? Acho que faltou atacar mais
? O cara estava com muita sorte, só bolas na linha
? A quadra era horrível
Alguns desses itens estão relacionados ao plano de jogo,
mas lembrando que o plano de jogo deve ser baseado primeiramente
no seu estilo de jogo e não com o pensamento inicial no adversário.
Porém, para essa coluna, gostaria de deixar uma mensagem
inspirada no jogo Isner VS Mahut:
Se você se dispôs a entrar em um torneio, independente
do seu porte, seja um torneio interno ou um torneio profissional,
você não pode ter pressa para terminar uma partida.
Lute e se dedique para encontrar uma solução para
virar o jogo. Por exemplo, ao se deparar com adversário que
devolve tudo, muitos tenistas costumam tentar a definição,
já que não tem paciência para encontrar outra
saída. Primeiramente, o seu adversário não
é uma máquina, se você conseguir distribuir
as bolas de um lado para o outro sem necessariamente ir para as
bolas vencedoras, em um médio prazo você estará
minando o jogo do seu oponente e ele deixará de chegar bem
nas bolas e efetuar os golpes. Essa é apenas uma das dicas,
existem outras estratégias que podem ser utilizadas, mas
a mensagem é:
Não desista!
Quando você se sentir cansado e frustrado por uma partida,
lembre-se de não ter pressa para jogar, e se mesmo assim
você ainda achar que está muito tempo dentro da quadra,
lembre desse jogo:
Isner VS Mahut: 6/4, 3/6, 6/7 (9/7), 7/6 (7/3) e 70/68
Tempo de jogo: 11 horas e 5 minutos

A maioria de nós não tivemos esse tempo de quadra
em um torneio inteiro, imagine em apenas 1 jogo!
Pense nisso: O jogo não estava valendo o topo do ranking
mundial, ou mesmo o título de um Grand Slam, era a primeira
rodada do torneio.
Quando você pensar em desistir de uma partida, onde normalmente
o psicológico começa a dar sinais de fraqueza, lembre
que você não está sozinho, normalmente dedicações
dos pais, familiares e treinadores, também estão em
jogo, então, não custa se dedicar um pouco a mais,
mesmo que o jogo tenha que durar horas e horas.
Para finalizar, colocarei uma frase do vencedor do jogo, John Isner,
que demonstra a dedicação por uma partida de tênis:
“Tentei de tudo para me recobrar fisicamente. Tomei carboidratos,
comi o máximo de massa que pude, então entrei numa
banheira com água gelada, coloquei gelo no braço".

Boas Raquetadas
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::07/06/2010
Crescimento
Sustentável do Tênis
O
desenvolvimento do tênis sempre esteve relacionado ao número
de competidores em um torneio, o que me fez refletir na seguinte
questão: O número de tenistas de alto rendimento pode
ser um termômetro para mensurarmos o crescimento do tênis
em um país?
Quem vivencia o tênis por mais de uma década pode notar
a seguinte constatação: Quantos atletas de alto rendimento
que ao deixar o tênis de competição ainda continuam
batendo uma bolinha por lazer ou mesmo para manter a forma? Aqueles
jovens que jogaram paulistas e brasileiros até os 18 anos,
ou aqueles que ainda tentaram o profissionalismo ou fizeram universidades
nos Estados Unidos, conseguem mudar a visão do tênis
como um esporte prazeroso, capaz de fornecer qualidade de vida?
Por isso devemos incentivar a base da pirâmide que realmente
mantém o tênis vivo no Brasil, os tenistas de academias,
clubes e locais públicos que levam o tênis por toda
a vida e conseguem divulgar o esporte para amigos e familiares,
sendo responsáveis diretamente pelo aumento de tenistas.

O
tênis de alto rendimento é uma parte importante no
desenvolvimento do tênis, mas não é o fator
principal, portanto, nós, como tenistas, devemos dar a importância
e respeito que todos os praticantes merecem, não somente
os tenistas de alto rendimento. Devemos sim idolatrar os nossos
ídolos como Guga, Meligeni, Bellucci, entre outros, pois
eles irão incentivar os jovens a iniciarem no esporte, mas
também devemos idolatrar figuras menos famosas, mas que carregam
a bandeira do tênis de forma amadora até a melhor idade.

Acredito
também que o tênis pode ser mais bem difundido ao proporcionar
à população menos favorecida a pratica de um
esporte que é considerado de elite, essa é a obrigação
de um relacionamento entre os órgãos públicos
e privados, um dever com a sociedade. Assim como, fornecer condições
para que pessoas portadoras de necessidades especiais possam obter
no tênis uma nova inspiração para vencer os
desafios da vida, através de adaptações na
modalidade.

A todos os leitores do Jornal do
Tênis, aqui vai um pedido: Incentive um amigo a iniciar a
pratica do tênis, se cada um fizer a sua parte, logo aumentaremos
o número de tenistas no Brasil, pois a base da pirâmide
depende de você.
Isso é o que chamo de Crescimento Sustentável do Tênis.
Boas Raquetadas!
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::10/03/2010
Tênis:
Esporte individual ou Esporte de Equipe?
Sempre escutamos
que o tênis é um esporte individual, no máximo
de dupla, porém seria estranho classificar o tênis
como um esporte de equipe?
Acredito que
a soma de forças individuais em prol de uma equipe, faz com
que o tênis se desenvolva de forma mais consistente e conseqüentemente
os indivíduos que fazem parte desse time consigam evoluir
seu jogo proporcionalmente ao crescimento da equipe, formando uma
cadeia de crescimento tenístico.
Podemos
notar esse tipo de evolução em alguns momentos. Um
exemplo em nível profissional são os jogos da Copa
Davis. Posso citar as equipe que comandei nos Jogos Regionais e
Abertos, onde a força da equipe fez com que os tenistas superassem
as limitações individuais, resultando na conquista
de medalhas e atingindo melhores resultados em comparação
a cidades tradicionais que possuem “melhores tenistas”.
Ao total, as minhas equipes conquistaram 3 medalhas de ouro nos
Jogos Regionais, além de uma medalha de prata nos Jogos Abertos,
sempre com a filosofia da equipe x individual.
Portanto, visando o que chamo de cadeia de crescimento tenístico,
estamos introduzindo no Rio Branco Esporte Clube o conceito de EQUIPE,
ao qual iremos periodicamente realizar confronto com outras academias
e clubes. O primeiro desafio já está marcado e será
contra o Tênis Clube de Piracicaba. Ao longo de 2010 pretendemos
realizar 8 confrontos com a EQUIPE RIO BRANCO. Outro fator para
integrar a equipe é a realização do ranking
interno com jogos durante a semana, maiores informações
acesse o site www.raquetesbrasil.com.br.
Se
você quiser fazer parte do nosso time entre em contato através
do fone 3406-2387 (secretaria ARB) ou email diretor@raquetesbrasil.com.br.
Boas Raquetadas!
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::22/01/2010
Australian Open 2010 – Análise
Toda edição do torneio australiano reserva aos amantes
do tênis jogos emocionantes e disputados, devido ao piso que
pode ser considerado lento para as quadras duras, resultando em
muitos rallies e jogos que passam de 4 horas de duração.
Segue a análise de alguns jogos:
Roddick
vs Bellucci
Placar: 6/3, 6/4, 6/4
Análise: A cada ano fico impressionado com a consistência
do norte americano, sendo capaz de fazer alterações
em seu jogo e adaptá-lo conforme os tempos. Se levantarmos
os tenistas da mesma geração de Roddick que foram
número 1 do mundo como Safin, Hewitt, Moya, Ferrero e até
mesmo o nosso Guga, o norte americano é o único que
conseguiu figurar todos esses tempos entre os top 10 do mundo. Já
Bellucci demonstrou que pode jogar em alto nível contra qualquer
tenista do planeta, com melhoras visíveis no saque, no forehand
e no jogo de rede, o brasileiro pode almejar um lugar entre os 20
melhores do mundo. A única critica que tenho em relação
ao jogo contra Roddick foi que em minha opinião Bellucci
teve um erro tático, deveria agredir um pouco mais o backhand
do adversário e como o Roddick estava se defendendo com muitos
slices, o brasileiro poderia ter aproveitado para subir mais vezes
a rede atacando o backhand, tirando o adversário da zona
de conforto.
Del
Potro vs Blake
Placar: 6/4, 6/7, 5/7, 6/3, 10/8
Análise: Foi um dos melhores jogos do Australian Open 2010.
O Del Potro jogou o esperado de um cabeça de chave, mas o
Blake demonstrou um tênis de alto nível, utilizando
uma estratégia de bater a bola na subida para tirar o tempo
de reação do adversário e conseguir definir
os pontos junto a rede. Blake jogou muito com o forehand atacando
com os inside-in e inside-out sempre que possível. Destaco
o mental como o ponto forte do Del Potro, pois não se descontrolou
com a agressividade e um tênis de alto nível do Blake
e esperou a primeira oportunidade para conquistar a vitória.
A paciência foi a chave do sucesso.
Henin
vs Dementieva e Dulko vs Ivanovic
Análise: Alguém poderia me responder o que aconteceu
com o saque dessas jogadoras? Simplesmente elas não conseguem
sacar, estou impressionando como nesses dois jogos as tenistas erraram
por diversas vezes o toss de maneira amadora, onde o erro mais comum
foi o lançamento direcionado para a direita, acarretando
no contato com a bola mais baixa e principalmente impossibilitando
de usar as alavancas. Até a minha tenista preferida, a belga
Justine Henin de forma inacreditável desaprendeu a sacar.
Apenas gostaria de ressaltar a atitude de campeã da belga,
onde mesmo realizando um jogo com muitos altos e baixos terminou
a sua partida com coragem e boa estratégia com um saque/voleio,
fundamento raro no tênis moderno. Por essa e outras que sou
fã incondicional da Henin.
Vamos aos números de dupla falta:
Dulko = 10
Ivanovic = 11
Henin = 8
Dementieva = 7
Veja a comparação com 4 jogadores do masculino que
disputaram 5 sets, lembrando que no feminino a disputa é
em melhor de 3 sets:
Marcos Baghdatis = 1
David Ferrer = 0
Juan Monaco = 2
Michael Llodra = 7
Dica para os tenistas: Façam o exercício de analisar
os jogos do Autralian Open como se vocês fossem os técnicos
ou os jogadores, o que teria feito de diferente para reverter um
resultado adverso. O que faltou de técnica, de tática
ou na parte mental? Essas análises irão fazer de você
um tenista mais completo.
Boas Raquetadas
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::30/11/2009
Tenista: Ler é preciso
O hábito da leitura foi um processo que precisei adquirir
ao longo dos anos. Como a maioria das crianças e adolescentes,
acabei não dando tanta importância para a leitura,
acredito que devido às constantes obrigações
de leitura que a escola implantava no plano de ensino, principalmente
no que tange a leitura de obras antigas, o que torna a leitura desinteressante
aos jovens.
O gosto pela leitura mudou quando aos 17 anos li o meu primeiro
livro sobre tênis, chamado Winning Ugly, do renomado treinador
Brad Gilbert. Esse livro marcou o início do meu interesse
por leitura e principalmente do interesse em ser treinador e ajudar
os tenistas. Logicamente, o meu gosto por leitura passou por outras
áreas como marketing, gestão, liderança, economia
aplicado a ações financeiras, entre outros, mas confesso
que a minha grande paixão sem dúvida nenhuma está
nos assuntos sobre esporte.
Recomendo aos jovens tenistas leituras que são importantes
para o entendimento do processo que leva à construção
dos atletas profissionais, não somente os aplicados no tênis,
já que podemos tirar valiosas lições de outras
modalidades. Seguem uma pequena lista e livros que fazem parte da
minha biblioteca pessoal e conseqüentemente fizeram e fazem
parte da minha formação como jogador e treinador,
ao qual irei apontar alguns itens marcantes e assim incentivar a
sua leitura:
Livro:
Winning Ugly
Autor: Brad Gilbert e Steve Jamison
Destaque: o livro traz relatos do ex-tenista profissional Brad Gilbert
e como ele conseguia vencer grandes estrelas do tênis mundial
abordando a parte mental do jogo.
Livro: I´ve Got Your Back
Autor: Brad Gilbert
Destaque: Na mesma linha do livro Winning Ugly, Brad Gilbert relata
passagens da sua experiência como treinador dos tenistas Andre
Agassi e Andy Roddick, onde os jogadores também fornecem
depoimentos sobre o trabalho com Gilbert e as mudanças de
atitudes dentro e fora das quadras.
Livro: O Jogo Interior de Tênis
Autor: W. Timothy Gallwey
Destaque: o livro explora a batalha que um tenista trava em sua
mente, ou seja, fatores como nervosismo, concentração,
hábitos e ausência de confiança, que fazem parte
do jogador e são fundamentais em momentos decisivos de uma
partida.
Livro: Nunca Deixe de Tentar
Autor: Michael Jordan
Destaque: Um dos maiores esportistas de todos os tempos e o melhor
jogador de basquete da história, relata os fatos que fizeram
com que ele se torna-se um jogador completo. O interessante é
que Jordan não passou em seu primeiro teste como jogador
e a partir das adversidades traçou metas alcançáveis,
o que o motivou a sempre traçar novas metas e buscar constantemente
superá-las.
Livro: Transformando Suor em Ouro
Autor: Bernardinho
Destaque: Em minha opinião, Bernardinho é um dos maiores
profissionais no esporte que o Brasil já produziu, demonstra
em seu livro o trabalho diferenciado com os atletas masculino e
feminino, assim como a grande chave do sucesso: dedicação
e muito suor.
Livros: O Monge e o Executivo / Como se tornar um líder servidor
Autor: James C. Hunter
Destaque: Esses dois livros escritos por Hunter é exatamente
o que acredito de liderança, enfatizando a diferença
de chefe e líder. Portanto, os relatos desse livro são
bem ilustrativos para o trabalho onde temos que liderar um jogador
a buscar o resultado final através de trabalho em conjunto
e não através de opressão.
Livro: Mente de Campeão
Autor: Pete Sampras
Destaque: Em minha opinião, é o melhor livro de tênis
já escrito, pois conseguimos entrar na cabeça do tenista
Pete Sampras e entender como é formado um grande campeão
e número 1 do mundo. Sampras se tornou a lenda do tênis,
pois desde cedo entendeu que o trabalho deve ser feito a longo prazo,
não importando com as sucessivas derrotas na transição
de sua técnica e estratégia de jogo, pois sabia que
ao amadurecer o trabalho, os resultados seriam conseqüência.
Com certeza deixei muitos livros que fizeram parte da minha formação
de fora, pois seria impossível listá-los e comentá-los
em apenas uma edição, mas o meu objeto é estimular
a leitura dos tenistas e quem sabe podermos em um futuro próximo
gerar tenistas brasileiros mais conscientes.
Boas Raquetadas
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::19/10/2009
Treinamento
x Jogo
No
tênis, especificamente no Brasil, notamos que os tenistas que disputam
torneios, sejam eles federados, brasileiros, internos, abertos,
profissionais ou amistosos, estão divididos em sua maioria em 3
grupos. O primeiro grupo são os jogadores que apenas treinam, ou
fazem aula, e deixam para jogar sets apenas nos torneios. O segundo
grupo é formado por tenistas que não fazem aula ou treinamento específico
com professor e apenas bate bola com os amigos e joga muitos sets.
Já o terceiro grupo são aqueles que além de não fazer aula, também
não gostam de jogar sets e ficam horas batendo bola com os amigos,
deixando os sets para as horas das competições.
Qual
é a melhor alternativa para obter sucesso nos torneios?
Segundo
os médicos, a diferença entre o remédio e o veneno é a dose. Portanto
vamos diagnosticar alguns sintomas desses grupos:
| |
Característica |
Ponto
Positivo |
Ponto
Negativo |
| Grupo
1 |
- Fazem
aula/ treinamento -
Não jogam sets fora das aulas, apenas nos torneios |
- Estão
preocupados em melhorar a técnica, minimizando o risco de
lesões por movimentos errados -
Potencial em evoluir a qualidade dos golpes
- Pelo
fato do compromisso assumido com o professor para fazer
as aulas, dificilmente faltam nos treinos |
- Por
não jogar sets fora de competições, o jogador disputa os torneios
com falta de ritmo, podendo ser surpreendido em muitas ocasiões
por tenistas de qualidade teoricamente inferior -
Não treina as invariáveis que podem acontecer em um jogo
- Encontra
dificuldades em fechar os games, perdendo muitos “iguais”
- Precisa
aprimorar estratégias de jogo para os diferentes adversários
e situações de jogo |
| Grupo
2 |
- Não
faz aula/ treinamento -
Joga muitos sets
- Freqüentemente
bate bola com os amigos |
- Bom
ritmo de jogo -
Tem menos dificuldade em fechar os games
- Treina
as invariáveis do jogo |
- Golpes
limitados -
O nível do tênis fica estagnado por anos (ex: quantos tenistas
disputam as mesmas categorias por anos?). Apenas fazendo
correções e evoluções na técnica, que o tenista irá passar
para um próximo nível |
| Grupo
3 |
- Não
faz aula -
Não joga sets fora de competições
- Gosta
de passar longas horas batendo bola com os amigos |
- Diversão |
Todos
os pontos negativos listados para os Grupos 1 e 2 |
Opinião
Os
jogadores que gostam de disputar torneios, e têm a preocupação com
a técnica, tática, estratégias e conseqüentemente a vitória, devem
realizar aulas/treinamento com algum professor, a fim de corrigir
imperfeições nos golpes, gerando evoluções na qualidade do golpe
e diminuição no risco de lesões. Tudo isso deve ser mesclado com
sets fora do treinamento, assim o tenista irá treinar as invariáveis
do jogo e manter um maior ritmo que será importante nas horas dos
“iguais”. Dessa forma, o tenista terá condições de resolver os problemas
apresentados em uma partida de tênis, juntamente com as “armas”
treinadas nas aulas.
Em
minha opinião, os brasileiros treinam muito e jogam pouco, acarretando
em jogadores que tem dificuldades em fechar os games e conseqüentemente
as partidas. Essa característica é encontrada principalmente nos
juvenis, dificultando posteriormente na ascensão ao profissional.
Boas
Raquetadas
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::30/09/2009
A importância
do segundo serviço
O segundo serviço
de um tenista fornece algumas dicas sobre a sua confiança,
técnica e nível de jogo. Deparamos constantemente
nas quadras com jogadores com o primeiro saque forte e o segundo
saque muito fraco, ao qual denomino de saque inocente, ou seja,
sem terminação, sem efeito, sem potência, sem
tática, onde o jogador apenas “empurra a bola”
para o outro lado.
Costumo iniciar
a análise da qualidade de um jogador pelo segundo serviço,
ele será o responsável em muitas ocasiões pela
vitória ou derrota de um tenista. Em campeonatos, observamos
tenistas de nível intermediário sacando o primeiro
serviço na mesma potência de um tenista avançado,
mas e o segundo serviço? Existe outro fator psicológico
que pode melhorar o primeiro serviço, se o tenista tem confiança
em seu segundo serviço, logo poderá arriscar um saque
mais forçado no primeiro serviço.
Vamos imaginar
outra situação de jogo, quantas vezes estamos naqueles
dias que o saque não quer entrar de jeito nenhum, onde ficamos
refém do segundo serviço? Por isso temos que treinar
o que chamo de “saque intermediário”, utilizando
mais tática e efeito do que potência. Dessa forma o
tenista adversário terá maior dificuldade em comandar
os pontos já na devolução.
As variações
básicas dos serviços são:
Slice: Efetuar
o golpe “cortando” a bola. Fácil aprendizado
para todos os níveis e faixa etária;
Flat: Saque
chapado que gera maior potência, indicado para as variações
no primeiro serviço;
American Twist
(kick): Esse estilo de saque requer muito treino e indispensável
para jogadores de alto rendimento ou avançados. A cabeça
da raquete deve entrar ligeiramente em baixo da bola, gerando o
efeito top spin. Ideal para o segundo serviço, variações
do primeiro serviço e saque/voleio.
Como estamos
tratando nesse artigo do segundo serviço, aconselho os tenistas
a trabalharem o American Twist, pois a bola passa mais alta da rede,
diminuindo a margem de erros na rede, e ao quicar na quadra do adversário,
gera maior efeito e altura, dificultando a devolução.
Qual é
a importância do segundo serviço?
R.: Além
é claro de não realizar a dupla falta, a principal
importância do segundo serviço é dificultar
a devolução do adversário para que o ponto
seja iniciado com o sacador controlando o ponto e não o devolvedor.
Dicas
Se você
não possui um bom segundo serviço, aumente o treino
desse golpe, pois muitos dos erros em treinamento é que o
tenista efetua mais primeiros serviços, pois são mais
prazerosos de treinar, devido a ligação que realizamos
inconscientemente de potência com qualidade do saque, mas
nos jogos notamos justamente o contrário. Portanto, vamos
treinar!!!
Boas Raquetadas!
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::28/08/2009
Tênis Moderno: Forehand
Segundo
o IDTC (International Development Tennis Center), conceituado método
argentino de aprendizagem do tênis, ao qual é aplicado
na Academia Raquetes Brasil (ARB), os dois golpes mais importantes
de um tenista são o forehand e o saque. Iremos focar para
essa matéria o forehand, o golpe de direita, aproveitando
o link com o artigo publicado: Quantos tipos de forehand você
tem?
Toda academia/clube, possui uma filosofia de ensino e preferência
por uma determinada técnica, seja ela o neutral stance, open
stance, semi-open stance ou closed stance. Os tenistas da ARB são
orientados a utilizar como base o semi-open stance, pois acreditamos
que é o estilo mais natural de bater o forehand e também
é o mais utilizado pelos profissionais, já que nessa
mecânica consegue-se gerar maior controle e potência
maximizando os efeitos da cadeia cinética gerada pela ação
e reação dos pés dos tenistas com relação
ao solo. Outra grande vantagem do semi-open stance é o ganho
de tempo em bolas mais aceleradas, inclusive nas devoluções
de saque. Enquanto tradicionalmente a maioria das academias/clubes
ensinam que o peso do corpo deve iniciar na perna esquerda (para
os destros), a metodologia do IDTC aplicada na ARB trabalha com
o peso na perna direita (para os destros), e na progressão
do golpe o peso é passado para a outra perna. Essa base deixa
o golpe mais sólido, já que o tenista fica mais equilibrado.
Logicamente, dependendo da situação do jogo, pode
ser solicitado os outros tipos de forehand, como por exemplo, utilizar
o open stance para devolução de serviço. Sugerimos
o semi-open stance para o que chamamos de posição
mestre, ou seja, a base que será utilizada na maioria das
vezes que o tenista bater o forehand. Para a correção
do forehand da equipe ARB, utilizamos os seguintes passos:
1) Posição de espera: realizar o split step antes
do adversário bater na bola
2) 1ª rotação: Liberar o quadril para iniciar
a corrida até a bola
3) Corrida até a bola
4) Pré extensão
5) Carga
6) Movimento da batida até a bola
7) Impacto
8) Terminação
9) Recuperação (utilização do crossover)
Boas Raquetadas!
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Opinião: Acreditamos que não basta filmar os golpes
e mostrar para o jogador, mas sim deixar a gravação
disponível com uma análise para que toda vez que for
necessário, o jogador possa ver o filme e assimilar os fundamentos,
por isso, a ARB coloca em seu site as análises dos jogadores
e também exemplos de golpes perfeitos. A análise leva
em consideração o nível do tenista, pois não
se pode corrigir uma etapa ao qual ainda não foi ensinada.
Para acessar os vídeos:
1) Entre no site www.raquetesbrasil.com.br
2) Clique no item Fotos/Vídeos, disponível no Menu
a esquerda do site
3) Clique em Vídeos
4) Escolha a alternativa
Boas
Raquetadas!
::03/08/2009
O
Brasil do tênis
Quem não se emocionou com os dois ouros conquistados pelo
Cesar Cielo no mundial da natação? Agora para nós
tenistas, o torneio de Gstaad foi muito especial. Primeiro com a
disputa de duas semifinais com tenistas brasileiros e sendo coroado
com o título no Bellucci. Há quanto tempo não
ficávamos em frente à TV torcendo por um brasileiro
com reais condições de conquistar o título
de um ATP?
Em minha opinião, existiram dois fatores para a conquista
do brasileiro:
1) Atitude: O Bellucci entrou no torneio para conquistar
e não para participar. Isso foi notório através
do plano de jogo, que sempre foi “agredir” o adversário
toda vez que era possível. A expressão em seu rosto
também estava diferente do que nas outras oportunidades;
2) Técnica: Quem acompanhou o Bellucci no
torneio pode perceber que o saque foi modificado, fazendo um movimento
mais compacto, porém aproveitando a energia cinética
e eliminando alavancas desnecessárias. Também vimos
um tenista jogando muito com o forehand, utilizando sempre os inside-in
e inside-out.
Lição: Devemos sempre buscar melhorias
técnicas e táticas em nosso jogo. Se um tenista em
um nível profissional fez isso para alcançar outro
nível, os juvenis e todos os outros jogadores também
devem pensar nessa possibilidade.
Para terminar: Vamos Cielo! Vamos Massa! Vamos Bellucci!
Vamos Brasil!
Boas Raquetadas!
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::13/07/2009
Quantos
tipos de forehand você tem?
Rogério Kawakami
O tênis cada vez mais acompanha as evoluções
tecnológicas em materiais, cientificas com estudos de biomecânica
e conseqüentemente, se muda as varáveis do macroambiente,
muda-se também as táticas e estratégias, pois
o jogo torna-se diferente.
Esse artigo visa demonstrar umas das grandes evoluções
do tênis moderno: O forehand (golpe de direita).
Existem quatro tipos de forehand, todos eles estão relacionados
ao posicionamento dos pés, porém ressalta-se que sempre
o tenista deve ficar de lado para a quadra, para facilitar as rotações
e transferência de peso:
1) Neutral Stance
Essa posição de forehand é a mais utilizada
entre os iniciantes e considerada o modo tradicional de bater um
forehand. Se tomarmos como referência a linha de base, as
pernas devem ficam perpendicularmente, como se fosse uma base de
skate ou surf. A idéia é dar maior equilíbrio
e base no momento que antecede a batida. Além dos benefícios
já citados, pode-se destacar que com o neutral stance o jogador
consegue uma maior transferência de peso.
2)
Open Stance
Ao contrário do neutral stance, as pernas estão posicionadas
paralelamente a linha de base. Esse golpe é muito utilizado
em devoluções de saque, ao qual não se tem
muito tempo para posicionar as pernas e também em bolas rápidas.
Nos jogos em piso de saibro, é uma boa alternativa de tentar
chegar à bola e colocá-la em jogo de forma eficiente,
ou seja, através de um top spin ou em bolas de contra ataque.
Até os dias atuais, esse posicionamento é renegado
na maioria das academias e clubes, mas com a velocidade do tênis
moderno, é muito utilizado entre os profissionais. Recomendo
cuidado no ensino desse posicionamento para crianças que
estão iniciando as atividades de competição,
pois como essa posição requer menos movimentação
do que o neutral stance, o jogador pode ficar “preguiçoso”
e não utilizar a técnica adequada para cada tipo bola.
Aconselho também a ter moderação nesse posicionamento,
pois muitos tenistas tiveram graves lesões. O exemplo mais
próximo de nós é o caso do Guga. Existe um
estudo que achei interessante sobre os problemas do golpe open stance,
o artigo está na língua inglesa no portal Revolutionary
Tennis através do link: http://www.revolutionarytennis.com/rebuttalforehand2.html.
3)
Semi Open Stance
A diferença para o open stance é que as pernas ficam
em uma diagonal e não totalmente paralelas como o open stance.
Nota-se que para essa posição o jogador consegue alguns
benefícios do neutral stance, como o equilíbrio e
transferência corporal do peso para a bola, como também
benefícios do open stance, que é atingir maior rotação
dos ombros e quadril, com certo “ganho de tempo” em
bolas mais rápidas e conseguir devolver a bola para um rally
ou winner.
4)
Closed Stance
Essa técnica de forehand posiciona as pernas de maneira cruzada,
literalmente fechando o corpo com relação à
quadra. Torna-se difícil uma rotação de quadril
e aceleração corporal, com rotações
de tronco e ombros. Por isso, é utilizada para “colocar
a casa em ordem”, ou seja, bater um forehand com o objetivo
de entrar em um rally. Dificilmente em um forehand closed stance
consegue-se gerar potência para bolas vencedoras.
DICAS
Recomendo para que os jogadores tenham no mínimo 2 tipos
de forehand. Particularmente, os que mais me agradam são
o neutral stance e o semi open stance, mas isso você deve
conversar com o seu treinador/professor, para saber qual estilo
se adéqua melhor ao seu jogo e seu biótipo. Como não
é muito comum treinar principalmente os golpes open stance
e semi open stance, aqui vai uma dica: Treine devolução
de saque e bolas de contra ataque através de drills, assim
você conseguirá naturalmente analisar em qual momento
poderá utilizar cada tipo de forehand.
Boas Raquetadas!
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